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Operadores & Bets

Presidente da Portuguesa SAF: "Proibir bets não resolve; regulação é o caminho"

Alex Bourgeois publicou artigo defendendo que um veto às apostas esportivas causaria impacto financeiro severo ao futebol brasileiro e que alternativas regulatórias são mais eficazes.

Presidente da Portuguesa SAF: "Proibir bets não resolve; regulação é o caminho"

Imagem ilustrativa gerada por IA

Alex Bourgeois, presidente da Portuguesa SAF, entrou no debate sobre o possível veto às bets no Brasil com um artigo publicado no portal MKT Esportivo. No texto, o executivo argumenta que proibir a publicidade e os patrocínios de casas de apostas afetaria diretamente a cadeia financeira do futebol nacional e defende a regulação rigorosa como alternativa à proibição.

Para embasar seu argumento, Bourgeois lembrou que, na temporada passada, 18 dos 20 clubes da Série A do Campeonato Brasileiro tinham casas de apostas como patrocinadores másters, movimentando aproximadamente R$ 1,1 bilhão por temporada. "Quando discutimos proibir sua publicidade e seus patrocínios, não estamos falando apenas de apostas. Estamos falando também de futebol", escreveu. O presidente da Portuguesa ressaltou que o impacto de eliminar esse fluxo de recursos vai além dos grandes clubes: "Existe uma cadeia inteira formada por clubes menores, competições, federações, emissoras, plataformas, profissionais e milhares de empregos que dependem, direta ou indiretamente, da capacidade do futebol de gerar receita comercial."

O executivo reconhece que os problemas associados às apostas são reais e precisam ser enfrentados, mas defende que o combate deve ocorrer por meio de ferramentas específicas, não de uma proibição ampla. "Crianças e adolescentes devem ser protegidos. Educação e informação são fundamentais. Propaganda enganosa precisa ser combatida, limites precisam existir e pessoas que desenvolvem comportamento compulsivo precisam encontrar mecanismos de proteção e tratamento. Mas proteger crianças e informar adultos é muito diferente de decidir por adultos e pelos pais dessas crianças", pontuou. Ele também defendeu a autonomia individual: "O indivíduo é dono de si mesmo e deve ser livre para tomar suas decisões, desde que não viole o direito de terceiros."

O debate protagonizado por Bourgeois ocorre em meio ao processo de regulamentação do mercado de apostas esportivas no Brasil, conduzido pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda. Desde o início de 2025, apenas operadoras licenciadas pelo governo federal podem atuar legalmente no país, com exigências que incluem conformidade em publicidade, proteção ao consumidor e combate à manipulação de resultados. A discussão sobre eventuais restrições adicionais à comunicação das bets segue em aberto no âmbito político e regulatório.

Para o presidente da Portuguesa SAF, a resposta adequada aos excessos do setor está na fiscalização e na educação, não na proibição. "Regulamentar, fiscalizar, educar e proteger principalmente crianças e vulneráveis. Exigir comunicação responsável. Punir abusos. Combater manipulação de resultados com absoluto rigor. Ensinar desde cedo que aposta é entretenimento, não investimento nem forma de enriquecimento. Mas simplesmente proibir não resolve a questão", afirmou. Ele encerrou o artigo com uma definição de sociedade responsável: "É aquela que lhe dá informação, estabelece regras claras, pune quem as viola e permite que você arque com as consequências das suas próprias decisões."

Análise BetNotícias

Por que isso importa

  • Bourgeois defende que a proibição de bets prejudicaria o futebol brasileiro ao eliminar R$ 1,1 bilhão anuais em patrocínios que financiam clubes, federações e empregos na cadeia do esporte, sem proposta de substituição dessa receita.
  • O executivo posiciona-se pela regulação rigorosa e responsabilização das operadoras como alternativa ao veto, argumentando que proteção a menores e adultos vulneráveis deve vir por educação e regras, não por proibição absoluta.

Entenda os termos

Patrocínio master
Forma de patrocínio de maior destaque e investimento em um clube ou competição, geralmente com maior exposição de marca em uniformes, estádios e transmissões.
GGR (Gross Gaming Revenue)
Receita bruta de apostas, calculada como total de apostas menos prêmios pagos aos apostadores, base para cálculo de tributos no mercado regulado.
Fonte original
Com informações de iGaming Brazil →

A apuração inicial deste fato é de iGaming Brazil. A redação do BetNotícias produziu texto próprio, os dados estruturados e a análise de impacto acima. Acesse a publicação original para conferir o conteúdo na íntegra.

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