iGaming brasileiro migra foco da aquisição para retenção e personalização
Com o mercado regulado mais competitivo e maduro, operadoras passam a priorizar a qualidade da experiência e o valor do ciclo de vida do jogador em vez do crescimento por volume.
Publicada em 04 de setembro de 2026, antes da MP 1.394, que proibiu as apostas de quota fixa em 25/09/2026. O cenário descrito pode ter mudado. Veja o que mudou
Imagem ilustrativa gerada por IA
O mercado brasileiro de jogos e apostas regulado entra em uma nova fase, marcada por maior profissionalização e concorrência acirrada. É essa a leitura de uma executiva com mais de 15 anos de experiência em marketing estratégico, gestão de marcas e expansão de negócios, que atuou em empresas globais de diferentes setores antes de ingressar no iGaming ainda no período pré-regulatório. Em entrevista à G&M News, ela avalia que o novo marco regulatório — em vigor desde o início de 2025, sob supervisão da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda — reconfigurou as prioridades estratégicas das operadoras. Para ela, o setor passou a operar em um ambiente no qual "não estamos falando de volume, mas de personalização da jornada, segurança e, nesse momento, estratégias focadas em retenção".
Da aquisição à retenção: uma mudança de prioridades
A transição descrita pela executiva reflete uma tendência observada em mercados regulados mais maduros: quando a disputa por novos jogadores se intensifica e os custos de aquisição sobem, o retorno sobre a base já existente ganha peso estratégico. Nesse contexto, o LTV — sigla em inglês para valor do ciclo de vida do jogador — emerge como métrica central. Segundo ela, aumentar a eficiência desse indicador passa por marketing de conteúdo qualificado, jornadas personalizadas, análise comportamental da base ativa e maior precisão nos canais de performance. O trabalho, portanto, deixa de ser apenas quantitativo e passa a exigir uma compreensão mais profunda do perfil e do comportamento de cada jogador.
Personalização e confiança como diferenciais competitivos
Para se destacar em um ambiente mais disputado, a executiva defende a construção de valor real para o jogador. Ela aponta a segmentação qualificada como uma das principais frentes utilizadas, com atenção especial ao público mais engajado e gerador de volume, e com a criação de experiências diferenciadas com base no histórico de comportamento. A proposta é tratar o jogador como parte de uma comunidade de entretenimento — e não apenas como mais um usuário. Reputação, transparência e comunicação ativa também integram essa estratégia, elementos que a profissional associa à construção de um ambiente de entretenimento responsável, exigência cada vez mais presente nas obrigações regulatórias brasileiras.
Compliance e regulação como pano de fundo
As mudanças regulatórias recentes são vistas pela entrevistada como parte natural do processo de maturidade do setor. Sob o novo regime, as operadoras licenciadas precisam conciliar metas comerciais com obrigações de compliance e segurança jurídica — e o marketing não escapa dessa equação. A executiva, que lidera a estratégia de Brand, Growth, Aquisição e Retenção em sua empresa atual, destaca como um dos desafios centrais transformar ações criativas em resultados mensuráveis sem comprometer as exigências legais. Nesse cenário, eventos setoriais como a terceira edição do G&M Brasil 2026, em São Paulo, são apontados por ela como espaços relevantes de diálogo entre operadores, reguladores e especialistas — oportunidades para alinhar expectativas, discutir desafios práticos e identificar novas possibilidades de negócio em um mercado que, na sua avaliação, ainda tem potencial significativo de crescimento.
O que isso diz sobre o mercado
- O mercado regulado brasileiro de iGaming está mudando seu modelo de negócios: em vez de competir apenas por volume de novos jogadores (aquisição), as operadoras agora priorizam manter e aprofundar a relação com quem já joga, usando dados e personalização.
- Essa transição exige que as empresas invistam em análise de comportamento, conteúdo segmentado e experiências customizadas, deslocando orçamento da publicidade de atração para estratégias de retenção e LTV.
- A profissionalização imposta pela regulamentação torna a transparência, compliance e segurança jurídica diferenciais competitivos — operadoras que combinerem essas exigências com marketing data-driven ganham espaço num mercado cada vez mais maduro e competitivo.
Entenda os termos
- LTV (Lifetime Value)
- Valor total que um jogador gera para a operadora ao longo de toda sua relação com a plataforma, usado para medir a rentabilidade de cada cliente.
- Compliance
- Conjunto de práticas e procedimentos internos para garantir que a operadora segue todas as normas e leis aplicáveis ao setor.
- Segmentação qualificada
- Divisão da base de jogadores em grupos específicos com características e comportamentos similares para criar estratégias personalizadas.
- B2C e B2B
- B2C refere-se a negócios diretos com consumidores finais; B2B a negócios entre empresas.
A apuração deste fato é de ConexãoBet. O texto acima, os dados estruturados e a análise foram escritos com inteligência artificial a partir dessa publicação, sem revisão humana antes de ir ao ar. Como funciona. Para conferir o conteúdo na íntegra, acesse a publicação original.



