Deputado aciona Ministério da Fazenda por dados sobre fiscalização e arrecadação das bets
Parlamentar enviou requerimento ao Ministério da Fazenda pedindo informações sobre como o governo fiscaliza e quanto arrecada com as apostas esportivas online no Brasil.
Foto: João Pavese / Pexels
Um deputado federal encaminhou requerimento ao Ministério da Fazenda solicitando dados detalhados sobre a fiscalização das plataformas de apostas esportivas online e sobre os valores já arrecadados pelo governo federal com o setor. A iniciativa reflete o crescente interesse do Legislativo em acompanhar de perto a implementação do novo marco regulatório das bets no país.
O pedido chega em um momento sensível para o mercado de iGaming brasileiro. A Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), órgão vinculado ao Ministério da Fazenda e responsável pela regulação do setor, conduziu ao longo de 2024 e 2025 o processo de licenciamento das operadoras que desejam atuar legalmente no Brasil. A partir de 1º de janeiro de 2025, apenas empresas com autorização oficial passaram a poder oferecer apostas de quota fixa no território nacional.
A arrecadação é um dos pontos centrais do modelo regulado. As operadoras licenciadas estão sujeitas ao pagamento de uma taxa de autorização, além de recolher tributos sobre a receita gerada. Parte desses recursos é destinada a áreas como educação, seguridade social, segurança pública e ao esporte — incluindo repasses a entidades como o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e clubes de futebol via cota de patrocínio obrigatório. O requerimento do deputado busca justamente clareza sobre quanto desse fluxo financeiro já chegou aos cofres públicos e como a fiscalização está sendo operacionalizada na prática.
A transparência sobre os dados de arrecadação e controle é uma demanda recorrente tanto do Congresso quanto de entidades da sociedade civil, especialmente diante das discussões sobre os impactos sociais das apostas online no Brasil. O Ministério da Fazenda tem até o prazo regimental para responder ao requerimento, e as informações prestadas devem alimentar debates futuros sobre possíveis ajustes na regulação do setor.
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