Vice da CBF defende manutenção das bets regulamentadas no Brasil
Dirigente da Confederação Brasileira de Futebol classificou como "ignorância" a posição de quem defende o fim das apostas esportivas legalizadas no país.
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Um vice-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) entrou no debate sobre o futuro das apostas esportivas no Brasil com uma posição firme: afirmar que as bets regulamentadas devem ser extintas é, nas suas palavras, "ignorância". A declaração reacende a discussão em torno do papel das casas de apostas no ecossistema esportivo nacional, especialmente no futebol, que é o principal beneficiário dos contratos de patrocínio e das chamadas "bet revenue" firmadas com operadoras.
O mercado brasileiro de apostas esportivas passou por uma virada regulatória significativa. A Lei 14.790/2023 estabeleceu as bases legais para a operação das bets no país, e a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), do Ministério da Fazenda, ficou responsável por regulamentar e fiscalizar o setor. O processo de licenciamento das operadoras se consolidou ao longo de 2024 e 2025, com exigências rigorosas de conformidade, responsabilidade social e integridade esportiva para que as empresas possam atuar legalmente.
Nesse contexto, a posição do dirigente da CBF reflete o interesse direto do futebol brasileiro na permanência das operadoras regulamentadas. Clubes das principais divisões do campeonato nacional firmaram contratos milionários com casas de apostas, que figuram nas camisas, nos estádios e nas plataformas digitais das equipes. Para a entidade máxima do futebol no país, o modelo regulado — com regras claras, recolhimento de tributos e mecanismos de proteção ao apostador — é preferível tanto à proibição quanto à operação sem controle.
O debate sobre os impactos negativos das apostas, como o endividamento de consumidores e a exposição de pessoas vulneráveis, segue presente na agenda pública e no Congresso Nacional. No entanto, críticos da extinção das bets regulamentadas argumentam que banir o setor não elimina a demanda — ela apenas migra para plataformas ilegais, sem qualquer supervisão estatal. A fala do vice da CBF se alinha a esse argumento, reforçando que a regulação responsável, e não a proibição, é o caminho defendido pelo esporte organizado.
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