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15,2 milhões de CPFs únicos apostaram no Brasil no 1º trimestre de 2026

Dados do Sigap, sistema da Secretaria de Prêmios e Apostas, revelam o perfil dos apostadores em plataformas licenciadas e uma arrecadação superior a R$ 3,4 bilhões no período.

15,2 milhões de CPFs únicos apostaram no Brasil no 1º trimestre de 2026

Imagem ilustrativa gerada por IA

O mercado regulado de apostas esportivas no Brasil registrou 15,2 milhões de CPFs únicos realizando apostas em plataformas licenciadas durante o primeiro trimestre de 2026. Os números foram divulgados pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), órgão do Ministério da Fazenda responsável pela fiscalização e regulação do setor, com base nos registros do Sistema de Gestão de Apostas (Sigap). No mesmo período, o total de contas ativas nas operadoras autorizadas chegou a quase 98 milhões — volume que inclui usuários com cadastros em mais de uma plataforma. Os dados foram publicados originalmente pela coluna Grande Angular, do Metrópoles.

O perfil demográfico dos apostadores mostra predominância masculina: os homens respondem por 68% dos usuários cadastrados, enquanto as mulheres representam 32%. Em relação à faixa etária, a maior parcela dos apostadores — 28,85% — tem entre 31 e 40 anos. Na sequência, os usuários de 25 a 30 anos correspondem a 22,08% do total, e os de 18 a 24 anos somam 21,66%. O levantamento considerou todas as contas ativas, independentemente de o titular possuir registros em mais de uma casa de apostas.

A pulverização de cadastros entre diferentes operadoras é uma característica marcante do mercado brasileiro. Segundo o Sigap, apenas 44,36% dos apostadores mantêm conta em uma única plataforma — o que significa que mais da metade do público está registrado em pelo menos duas casas. Do restante, 17,96% possuem cadastro em duas operadoras, 9,89% em três e 27,78% em quatro ou mais empresas distintas.

Do ponto de vista fiscal, o primeiro trimestre de 2026 gerou uma arrecadação superior a R$ 3,4 bilhões (aproximadamente US$ 683,5 milhões) para os cofres públicos, conforme apurado pela Receita Federal. O montante é resultado da soma de diferentes tributos que as empresas de apostas de quota fixa são obrigadas a recolher, entre eles a alíquota incidente sobre o Gross Gaming Revenue (GGR), o PIS/Pasep, a Cofins, o Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).

A publicação desses indicadores integra o esforço de transparência da SPA sobre o mercado que passou a operar sob regulação formal no Brasil a partir de 2025, quando as licenças federais começaram a ser concedidas pelo Ministério da Fazenda. O Sigap funciona como a principal ferramenta de monitoramento do setor, permitindo ao governo acompanhar em tempo real o volume de apostas, o perfil dos usuários e o cumprimento das obrigações tributárias pelas operadoras autorizadas.

Fonte original
Com informações de Focus Gaming News Brasil →

Esta notícia foi reescrita pela redação do BetNotícias com base em apuração de terceiros. Acesse a publicação original para conferir o conteúdo na íntegra.

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