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Mercado & Negócios

Veterano do setor defende regulação e cobra postura ética das operadoras

Com mais de 30 anos no mercado de jogos e loterias, Amilton Noble defende a regulamentação como única alternativa real à ilegalidade — mas cobra responsabilidade concreta das empresas licenciadas.

Veterano do setor defende regulação e cobra postura ética das operadoras

Imagem ilustrativa gerada por IA

Em artigo de opinião publicado pelo BNLData, Amilton Noble, profissional com mais de três décadas de atuação em regulação, compliance, integridade e jogo responsável, reafirmou sua defesa intransigente do mercado regulado de apostas no Brasil. Para ele, quem ainda aposta na proibição como solução precisa encarar uma realidade histórica: em nenhum lugar do mundo o veto à atividade eliminou a demanda. "Já ouviram falar de Al Capone?", questiona Noble, para ilustrar como a proibição não extingue o mercado — apenas o empurra para a clandestinidade.

Noble elenca o que considera os principais riscos do mercado ilegal: ausência de verificação de identidade, nenhum mecanismo de combate à lavagem de dinheiro, falta de proteção a menores de idade e de ferramentas de autoexclusão, além do não recolhimento de tributos. Para o autor, cada aposta feita em ambiente clandestino representa um retrocesso na proteção ao consumidor. "Quem defende a proibição está, mesmo que de forma inconsciente, expondo 25 milhões de apostadores ao perigo de ter que recorrer ao jogo ilegal, sem direito de escolha", escreve.

Ao mesmo tempo, Noble não poupa críticas ao próprio setor regulado. Ele reconhece que a licença, por si só, não é garantia de comportamento ético, e afirma ser "notório" que certos operadores regulados — por despreparo, ganância ou outros motivos — têm testado os limites da regulamentação. O veterano cobra que o jogo responsável deixe de ser "um detalhe decorativo escondido no rodapé de um site" e passe a ser o alicerce genuíno das empresas licenciadas, orientando decisões comerciais, moldando produtos e influenciando campanhas publicitárias.

O contexto em que o artigo ganha força é o da regulamentação formal do mercado brasileiro de apostas esportivas, implementada a partir de 2025 sob coordenação da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda. O novo marco regulatório exige das operadoras, entre outras obrigações, a adoção de políticas de jogo responsável, controles de compliance e mecanismos de proteção ao apostador. Noble encerra seu texto com um chamado direto ao setor: "Não basta defender a regulamentação. É preciso honrá-la todos os dias, com coerência e coragem." Para ele, uma indústria que perde a confiança da sociedade não apenas perde mercado — ela "desmorona".

Fonte original
Com informações de BNLData →

Esta notícia foi reescrita pela redação do BetNotícias com base em apuração de terceiros. Acesse a publicação original para conferir o conteúdo na íntegra.

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