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Receita com apostas soma R$ 7,284 bi no 1º semestre de 2026, alta de 83% sobre 2025

A Receita Federal arrecadou R$ 7,284 bilhões com jogos de azar e apostas nos primeiros seis meses de 2026, impulsionada pela alta da alíquota sobre o GGR e pela recuperação sazonal do setor.

Receita com apostas soma R$ 7,284 bi no 1º semestre de 2026, alta de 83% sobre 2025

Imagem ilustrativa gerada por IA

A tributação sobre apostas esportivas e jogos de azar rendeu R$ 7,284 bilhões aos cofres federais entre janeiro e junho de 2026 — um salto de 83,31% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior, quando o total havia ficado em R$ 3,974 bilhões. Os números integram a Análise Mensal de junho de 2026, apresentada na quinta-feira (30/7) pelos auditores fiscais Claudemir Malaquias, chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros, e Marcelo Gomide, coordenador de Previsão e Análise da Receita Federal.

Junho individualmente registrou R$ 1,385 bilhão em arrecadação — o segundo melhor mês do semestre, atrás apenas de janeiro (R$ 1,490 bilhão) —, contra R$ 900 milhões no mesmo mês de 2025, o que representa crescimento de 73,12% na comparação anual. Uma das principais razões para a expansão dos números é a elevação da alíquota incidente sobre o Gross Gaming Revenue (GGR), que corresponde à receita bruta das operadoras após o pagamento dos prêmios aos apostadores. Pela Lei Complementar nº 224/2025, a alíquota passou de 12% para 13% a partir de 26 de março de 2026, respeitando a regra da noventena. O Ministério da Fazenda estima que esse acréscimo de 1 ponto percentual deve gerar R$ 850 milhões adicionais de arrecadação federal ao longo de 2026. O cronograma já prevê novos reajustes: a alíquota subirá para 14% em 2027 e para 15% em 2028.

Copa do Mundo não provocou salto atípico nas apostas

Apesar de junho ter contado com 22 dias de Copa do Mundo — o torneio teve início em 11 de junho, com 72 partidas na primeira fase —, o volume de apostas não decolou de forma extraordinária. Em termos de GGR implícito, junho ainda ficou abaixo de janeiro, indicando que o principal evento esportivo do calendário não gerou um pico fora do padrão em relação ao início do ano. Para os auditores da Receita Federal, o crescimento observado em junho é consistente com a recuperação sazonal que já vinha ocorrendo desde abril, combinada ao efeito da alíquota mais elevada. Os dados do semestre mostram ainda um comportamento recorrente de sazonalidade: a arrecadação recuou 30,2% de janeiro para fevereiro e outros 17,4% de fevereiro para março — período do Carnaval —, antes de retomar trajetória ascendente em abril (+38,4%), maio (+9,7%) e junho (+6,2%).

Reorganização administrativa distorceu comparativos das loterias

Durante a apresentação dos dados, o auditor Claudemir Malaquias chamou atenção para um efeito contábil que distorceu comparativos históricos de alguns setores. No caso das loterias, a Caixa Econômica Federal passou a concentrar os recolhimentos sob o CNPJ específico da Caixa Loterias, em vez do CNPJ da instituição financeira em si. Com isso, valores que antes apareciam vinculados à Caixa migraram para o novo cadastro, gerando uma queda aparente na arrecadação atribuída ao banco — sem que houvesse qualquer redução real no volume de recursos arrecadados com loterias. Segundo Malaquias, o mesmo tipo de reclassificação de CNPJ explicaria oscilações atípicas registradas no setor de extração de petróleo e gás natural no mesmo período.

Para efeito de comparação, ao longo de todo o ano de 2025 a Receita Federal arrecadou R$ 9,95 bilhões com o setor, considerando a alíquota de 12% sobre o GGR somada a tributos corporativos como IRPJ, CSLL, PIS e Cofins. Com o semestre de 2026 já somando R$ 7,284 bilhões e a alíquota mais alta em vigor, o desempenho anual tende a superar com folga o total registrado no ano anterior.

Fonte original
Com informações de BNLData →

Esta notícia foi reescrita pela redação do BetNotícias com base em apuração de terceiros. Acesse a publicação original para conferir o conteúdo na íntegra.

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