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Mercado & Negócios

Pesquisa revela confiança moderada do setor de apostas no 1º ano de regulação no Brasil

Levantamento da SBC Insights ouviu 56 executivos e aponta tributação, previsibilidade regulatória e publicidade como principais desafios do mercado licenciado.

Pesquisa revela confiança moderada do setor de apostas no 1º ano de regulação no Brasil

Imagem ilustrativa gerada por IA

Um ano após a entrada em vigor do mercado regulado de apostas de quota fixa no Brasil, em janeiro de 2025, a indústria demonstra confiança no potencial do país, mas ainda ressente a falta de estabilidade para planejar operações a longo prazo. Essa é uma das principais conclusões de "A Voz do Mercado", pesquisa inédita realizada pela SBC Insights com 56 executivos entre os dias 4 e 16 de março de 2026. O levantamento envolveu operadores, reguladores e especialistas independentes, com respostas coletadas por questionários online e entrevistas presenciais durante e após o SBC Summit Rio 2026.

Confiança existe, mas previsibilidade é a maior demanda

Quando questionados sobre o arcabouço regulatório vigente, apenas 13,7% dos entrevistados se disseram muito confiantes, ao passo que 43,1% afirmaram estar um pouco confiantes. Cerca de 37% demonstraram algum nível de preocupação com o ambiente pós-regulamentação. O dado mais revelador, porém, está nas prioridades para o sucesso do setor nos próximos dois anos: 46,8% dos participantes indicaram a clareza regulatória como fator principal, à frente de expertise local (21,3%), diferenciação de marca (17%), execução de políticas de jogo responsável (8,5%) e tecnologia e meios de pagamento (6,4%). A pesquisa cita como exemplo concreto as restrições à publicidade impostas pelo governo durante a Copa do Mundo de 2026, para as quais o mercado teve efetivamente uma semana para se adaptar.

Tributação lidera desafios operacionais

No campo das dificuldades operacionais, o modelo de tributação foi apontado por 65,3% dos participantes como o maior obstáculo. As regras de publicidade ficaram em segundo lugar, com 20,4% das respostas. Processos de licenciamento e compliance foram citados por 6,1% cada, enquanto métodos de pagamento e mecanismos de prevenção à lavagem de dinheiro receberam 2% cada. A concentração das respostas nesses dois primeiros itens indica que o desafio central do setor regulado deixou de ser a entrada no mercado e passou a ser a construção de uma operação economicamente sustentável — sobretudo diante da concorrência de plataformas ilegais que operam sem qualquer obrigação regulatória. Quanto ao equilíbrio entre proteção ao consumidor e viabilidade comercial, os entrevistados atribuíram nota média de 3,12 em uma escala de zero a cinco, sinalizando avanços reconhecidos, mas ainda incompletos.

Publicidade restringe crescimento; afiliados ganham protagonismo

As limitações à publicidade também pesam sobre os planos de expansão. Em escala de zero a cinco, o impacto das restrições publicitárias na capacidade de crescimento do mercado recebeu nota média de 3,29, e quase metade dos entrevistados (48,9%, somando notas 4 e 5) já as considera um obstáculo relevante. Diante desse cenário, as empresas apostam em estratégias multicanal: os afiliados foram eleitos o canal mais importante para os próximos 12 a 18 meses, com 26,1% das indicações, seguidos de mídia digital paga, produção de conteúdo e integração com operações físicas — empatados com 19,6% cada —, e patrocínios e parcerias de marca, com 15,2%.

Expansão continua, mas com mais cautela

Apesar das incertezas, o mercado não está paralisado. Metade dos executivos ouvidos afirmou estar expandindo suas operações de forma cautelosa, e 21,7% adotam uma estratégia de expansão agressiva. Somadas, as respostas ligadas ao crescimento chegam a 71,7%. A euforia do período pré-regulatório deu lugar a decisões mais seletivas, baseadas em análise de custos, riscos e capacidade de adaptação. Quanto à maturidade do setor, 36,4% acreditam que o Brasil atingirá esse estágio em dois a três anos, e 31,8% apostam em um horizonte de três a cinco anos — concentrando 68,2% das expectativas na janela de dois a cinco anos. O nível médio de otimismo em relação ao futuro do mercado foi de 3,26 em uma escala de zero a cinco.

Fonte original
Com informações de SBC Notícias Brasil →

Esta notícia foi reescrita pela redação do BetNotícias com base em apuração de terceiros. Acesse a publicação original para conferir o conteúdo na íntegra.

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