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Infingame: ter mais jogos não garante engajamento se o jogador não os descobre

Agregadora de conteúdos para iGaming defende que operadores avaliem não só o tamanho do catálogo, mas a capacidade real de fazer jogadores utilizarem o que já está disponível.

Infingame: ter mais jogos não garante engajamento se o jogador não os descobre

Imagem ilustrativa gerada por IA

Expandir o número de títulos disponíveis na plataforma não é suficiente para aumentar o engajamento ou a retenção de jogadores. Essa é a conclusão central de uma análise divulgada pela Infingame, empresa agregadora de jogos voltada ao mercado de iGaming. Para a companhia, o desempenho de um portfólio depende tanto da amplitude da oferta quanto da profundidade com que os usuários efetivamente exploram o conteúdo já integrado.

Variedade e profundidade como estratégias complementares

Jana Filagina, Head of Commercial da Infingame, afirma que o dilema entre ampliar ou concentrar catálogos é um debate frequente entre operadores do setor. Segundo ela, as duas abordagens não deveriam ser tratadas como caminhos opostos. "Ouvimos esse debate constantemente entre os operadores. Uma equipe quer continuar adicionando títulos porque mais opções parecem uma escolha mais segura. Outra prefere reduzir o catálogo e concentrar tudo nos jogos que já apresentam conversão. No entanto, variedade e profundidade não são estratégias concorrentes. A verdadeira questão é saber se os jogadores estão descobrindo uma quantidade suficiente do conteúdo que você já possui e se encontram valor suficiente nele para voltar", declarou a executiva.

A empresa aponta que, na prática, o jogador raramente percorre individualmente um catálogo de milhares de títulos. O contato com o conteúdo ocorre principalmente por meio da página inicial, categorias temáticas, mecanismos de busca, recomendações personalizadas, histórico de partidas e posições promocionais. Esse filtro faz com que dois operadores com portfólios tecnicamente semelhantes possam oferecer experiências muito distintas: um pode concentrar quase toda a atividade em poucos títulos consolidados, enquanto outro utiliza dados de desempenho e segmentação para ampliar a descoberta ao longo do catálogo. Para medir essa diferença, a Infingame sugere indicadores como a quantidade de jogos únicos acessados por jogador ativo, a repetição de partidas por título, a concentração de atividade por provedor e a continuidade entre a primeira e a segunda sessão de jogo.

Baixa exposição não é o mesmo que baixo desempenho

Um ponto central da análise é a distinção entre jogos que performam mal após receberem destaque e jogos que simplesmente nunca foram adequadamente expostos ao público. Filagina argumenta que títulos enterrados nas camadas mais profundas de um lobby podem ter mecânicas adequadas a determinados perfis de jogadores sem jamais alcançá-los. "Existem jogos escondidos nas profundezas dos lobbies de cassino que podem ter exatamente as mecânicas certas para determinado público. Porém, o jogador nunca chega longe o suficiente no catálogo para encontrá-los. Antes de perguntar o que mais você precisa integrar, vale perguntar o que você já tem, mas ainda não está utilizando corretamente", disse a executiva. A recomendação da empresa é testar esses títulos com mudanças temporárias de posicionamento, inclusão em campanhas ou torneios segmentados, comparando o desempenho antes e depois da exposição adicional.

A Infingame também reforça que a defesa de uma análise mais profunda do catálogo não implica recomendar a redução da variedade. Segundo a empresa, uma oferta ampla continua relevante para atender à diversidade de interesses entre mercados e perfis de jogadores. O diferencial, no entanto, está em distinguir variedade útil — novos provedores com mecânicas, formatos ou temas pouco representados no portfólio — de um simples acúmulo de títulos redundantes. "A variedade continua importante. Os jogadores devem sentir que sempre existe algo novo para descobrir. Porém, variedade sem descoberta é apenas inventário. Os operadores mais fortes serão aqueles capazes de transformar um catálogo muito grande em uma experiência relevante para cada jogador e mercado. É nesse ponto que a profundidade começa a gerar mais valor do que adicionar outros mil jogos ao contador de conteúdo", concluiu Filagina. A Infingame se descreve como uma plataforma agregadora com acesso a mais de 10 mil jogos de mais de 100 provedores via integração única por API, com portfólio que inclui slots, crash games, cassino ao vivo e sweepstakes.

Análise BetNotícias

O que muda para as operadoras

  • Catálogos grandes não garantem engajamento: o desempenho depende de como os jogadores descobrem e utilizam o conteúdo existente, não apenas do número de títulos disponíveis.
  • Operadores precisam medir 'profundidade' do catálogo (quais jogos são realmente usados) além do tamanho técnico, distinguindo baixo desempenho de baixa exposição.
  • Otimização contínua via testes de posicionamento e segmentação pode aumentar a utilização de jogos subutilizados sem necessidade de integrar novos títulos.

Entenda os termos

Agregadora de jogos
Plataforma que centraliza conteúdo de múltiplos provedores e oferece acesso via integração única, reduzindo a necessidade de conexões individuais com cada fornecedor.
iGaming
Jogos de azar e cassino operados online, incluindo slots, cassino ao vivo, crash games e outras modalidades digitais.
Segmentação
Divisão dos jogadores em grupos com características e preferências comuns, permitindo direcionamento de conteúdo e campanhas específicas.
API
Interface de programação que permite integração técnica entre sistemas, neste caso entre a plataforma da agregadora e os operadores de iGaming.
Fonte original
Com informações de ConexãoBet →

A apuração inicial deste fato é de ConexãoBet. A redação do BetNotícias produziu texto próprio, os dados estruturados e a análise de impacto acima. Acesse a publicação original para conferir o conteúdo na íntegra.

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