Copa não amplia base de apostadores, mas eleva gastos por usuário em 178%
Levantamento da fintech Klavi com 1,2 milhão de brasileiros revela queda de 14% no número de apostadores durante o torneio, enquanto o valor médio por apostador disparou para R$ 524.
Imagem ilustrativa gerada por IA
A Copa do Mundo não foi suficiente para ampliar a base de apostadores no Brasil. Um levantamento da fintech Klavi, divulgado na segunda-feira (15/6), aponta que o número de brasileiros que realizaram apostas esportivas nas 24 horas analisadas recuou 14% em relação aos níveis registrados antes do início do torneio. O estudo foi elaborado a partir de dados transacionais de 1,2 milhão de pessoas.
Apesar da queda no volume de apostadores, o dinheiro movimentado por quem permaneceu ativo nas plataformas cresceu de forma expressiva. Os brasileiros monitorados pela Klavi apostaram R$ 44,8 milhões no dia analisado, cifra 138% acima da média registrada no período. O valor médio por apostador chegou a R$ 524, representando uma alta de 178% em relação ao ticket médio habitual.
A fintech atribui o resultado às limitações das estratégias publicitárias das casas de apostas durante a competição. Segundo a Klavi, os investimentos em marketing se mostraram mais eficazes para reativar usuários já cadastrados do que para atrair novos apostadores para as plataformas. A empresa identificou oscilações pontuais ao longo do torneio, com o número de usuários ativos ficando abaixo dos patamares pré-Copa em diversos momentos. Em nota, a Klavi afirmou que, para as plataformas, a Copa "parece estar sendo um jogo para iniciados, dispostos a gastar cada vez mais na brincadeira", e destacou que o ticket médio se manteve acima da média na maior parte dos dias analisados.
O cenário reforça um debate recorrente no mercado brasileiro de apostas esportivas: a diferença entre engajamento de base e profundidade de consumo. O setor passou por intensa regulamentação a partir de 2025, com a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda assumindo a supervisão das operadoras licenciadas e impondo regras mais rígidas para publicidade e proteção ao apostador. Nesse contexto, converter espectadores casuais de um grande torneio em apostadores frequentes segue sendo um dos principais desafios das empresas do setor. O levantamento da Klavi não especifica quais plataformas foram incluídas na análise, nem detalha o volume total gasto pelas empresas em publicidade durante a Copa.
Esta notícia foi reescrita pela redação do BetNotícias com base em apuração de terceiros. Acesse a publicação original para conferir o conteúdo na íntegra.



