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Mercado & Negócios

Copa do Mundo 2026 deve gerar R$ 10,8 bi em apostas e R$ 1,41 bi em impostos

Estudo do Aposta Legal projeta recordes históricos para o mercado de bets durante o torneio, o primeiro disputado sob o marco regulatório da Lei 14.790/2023.

Copa do Mundo 2026 deve gerar R$ 10,8 bi em apostas e R$ 1,41 bi em impostos

Imagem ilustrativa gerada por IA

A Copa do Mundo de 2026 promete ser o maior evento já registrado para o mercado brasileiro de apostas esportivas. É o que aponta o Painel das Bets, estudo conduzido pelo Aposta Legal, que projeta uma receita bruta de R$ 10,8 bilhões ao longo do torneio, com 7,3 bilhões de acessos acumulados entre junho e julho — um crescimento de 74% no volume em comparação ao período anterior. Apenas durante a fase de grupos, as interações somadas devem atingir cerca de 161 milhões.

O cenário é inédito porque, diferentemente da edição de 2022, este será o primeiro Mundial disputado sob o ambiente regulado pela Lei 14.790/2023, que estabeleceu as bases legais para as apostas de quota fixa no Brasil. Com operadoras devidamente licenciadas pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda, o mercado opera com maior transparência fiscal. A arrecadação tributária estimada para o período é de R$ 1,41 bilhão, calculada sobre a alíquota de 13% incidente na Receita Bruta de Jogos (GGR). O tráfego nacional, que vinha se mantendo estável na faixa de 2 bilhões a 2,1 bilhões de acessos mensais entre janeiro e maio, deve praticamente dobrar em julho, superando em 75% o volume de 4,2 bilhões registrado no bimestre imediatamente anterior.

Cinco empresas concentram metade do mercado

A disputa pelo público, no entanto, não é equilibrada. Cinco operadoras devem concentrar 50,4% do tráfego total do setor durante o torneio, faturando conjuntamente R$ 5,45 bilhões em receita bruta. A liderança é da Betano, com projeção de 1,37 bilhão de acessos e 18,8% de participação. Na sequência aparecem Superbet (737 milhões de acessos, 10,1%), Brazino777 (628 milhões, 8,6%), 7games (540 milhões, 7,4%) e Bet365 (402 milhões, 5,5%). Os 49,6% restantes do tráfego ficam disputados por dezenas de outras marcas licenciadas, que seguem competindo num mercado ainda em consolidação, mesmo diante do alto investimento em marketing esportivo das gigantes do setor.

Interesse regional e favoritismo nas cotações

A distribuição geográfica do interesse por apostas na Copa mostra assimetrias significativas. As regiões Norte e Nordeste lideram o engajamento: Pernambuco ocupa o primeiro lugar no índice de interesse relativo de buscas, atingindo 100%, seguido por Amazonas (99%), Amapá (95%), Sergipe (92%) e Acre (90%). No extremo oposto, Distrito Federal, São Paulo e Rio Grande do Sul registram os menores volumes de pesquisa, concentrados no Centro-Oeste e no Sul do país. Quanto ao desempenho esperado dentro de campo, o mercado aponta a França como grande favorita ao título, com 33% dos palpites, à frente de Argentina (19%), Espanha (10%) e Inglaterra (9%). Kylian Mbappé é o nome mais cotado tanto para artilheiro do torneio (52% dos palpites) quanto para a Bola de Ouro (33%).

Fonte original
Com informações de iGaming Brazil →

Esta notícia foi reescrita pela redação do BetNotícias com base em apuração de terceiros. Acesse a publicação original para conferir o conteúdo na íntegra.

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