Copa de 2026 será a primeira de uma geração Z já maior de idade no mercado regulado
Com o Mundial se aproximando, milhões de jovens que completaram 18 anos após a regulamentação do setor chegam às apostas esportivas num ambiente formalizado — mas especialistas alertam para as vulnerabilidades da estreia.
Imagem ilustrativa gerada por IA
A Copa do Mundo de 2026 será um marco inédito para o mercado brasileiro de apostas: pela primeira vez, uma leva expressiva de jovens da Geração Z chega à maioridade já dentro de um ambiente regulamentado. Diferente dos Mundiais de 2018 e de 2022, quando o setor operava na informalidade, a competição deste ano acontece com 85 licenças concedidas, 187 sites autorizados e uma projeção de giro financeiro entre R$ 20 bilhões e R$ 25 bilhões ao longo do torneio. No campo, ídolos da mesma geração — Endrick, Vini Júnior, Mbappé, Bellingham e Yamal — prometem atrair a atenção de milhões de torcedores recém-habilitados a apostar.
O risco não é a aposta, mas a vulnerabilidade
Para Cristiano Costa, psicólogo e diretor de conhecimento da Empresa Brasileira de Apoio ao Compulsivo (EBAC), o problema central não está no ato de apostar em si, mas no perfil de quem joga. "No mundo dos esportes, apostar é uma forma quase orgânica de incrementar o entretenimento. O risco está no que vem depois, quando a diversão encontra vulnerabilidade", afirmou o especialista. Costa chama atenção para um dado preocupante: entre os brasileiros que pretendem apostar durante a Copa do Mundo, 79% já se encontram endividados. Ele recomenda que as apostas sejam feitas exclusivamente em plataformas com o domínio .BET.BR, credenciadas pelo Ministério da Fazenda.
Mercado regulado oferece ferramentas que o ilegal nunca teve
Costa destaca que a Geração Z, acostumada a navegar em ambientes digitais desde a infância, encontra no mercado regulado uma estrutura que as plataformas ilegais jamais disponibilizaram. Entre as exigências impostas às operadoras licenciadas está a obrigatoriedade de oferecer limites de depósito configuráveis pelo próprio usuário — um recurso que permite ao apostador definir um teto de gastos antes que a emoção do jogo interfira nas decisões financeiras. "Para uma geração acostumada a personalizar tudo, do feed ao perfil, ter controle sobre os próprios limites é uma linguagem conhecida", explicou o psicólogo.
A transparência das informações é outro ponto diferenciador apontado pelo especialista. Nas plataformas regularizadas, as odds devem refletir probabilidades reais, e todos os termos e condições precisam estar disponíveis de forma clara, no idioma nativo do usuário. Isso inclui a margem da casa, as condições de saque e os requisitos das promoções — informações que, segundo Costa, o mercado ilegal "deliberadamente esconde". "Essa transparência não elimina o risco, mas alerta quanto à sua existência", concluiu. A regulamentação do setor no Brasil foi conduzida pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), vinculada ao Ministério da Fazenda, com as primeiras licenças definitivas sendo concedidas a partir de 2025.
Esta notícia foi reescrita pela redação do BetNotícias com base em apuração de terceiros. Acesse a publicação original para conferir o conteúdo na íntegra.



