COO da BigBet expõe estratégia operacional antes da proibição das bets no Brasil
Eduardo Luqueze detalhou em entrevista os pilares da BigBet para crescer no mercado regulado — planos que foram impactados pela MP 1.394/2026, publicada dias depois.
Imagem ilustrativa gerada por IA
Em entrevista à G&M News publicada em 22 de setembro de 2026, Eduardo Luqueze, COO da BigBet, apresentou as prioridades que guiariam a empresa no mercado brasileiro de apostas de quota fixa. O executivo elencou tecnologia, produto, pagamentos, atendimento, CRM, gestão de risco e compliance como os pilares centrais da operação — e ressaltou que o desempenho da empresa dependeria da integração entre essas áreas, não apenas do investimento em cada uma isoladamente. "O mercado regulado exige operações cada vez mais estruturadas. Não adianta ter uma boa aquisição se a experiência do jogador não acompanha, ou um bom produto se os pagamentos não funcionam bem. O objetivo é crescer, mas crescer com estrutura e sustentabilidade", afirmou Luqueze.
Cultura de performance e experiência do jogador
Outro tema da conversa foi a gestão interna. Luqueze defendeu uma cultura de alta performance baseada em clareza de responsabilidades e acompanhamento de indicadores. "Alta performance, para mim, começa com clareza. Cada pessoa precisa saber o que precisa entregar, quais são suas prioridades e como seu trabalho impacta o negócio. Resultado é importante, mas resultado sustentável vem de pessoas engajadas, processos bem definidos e boas decisões", declarou o executivo. Sobre a relação com os jogadores, Luqueze sinalizou que a diferenciação da BigBet passaria por confiança, simplicidade e personalização. "O jogador precisa encontrar uma plataforma segura, simples de usar, com bons produtos, pagamentos rápidos e confiáveis e um atendimento que realmente resolva seus problemas. Queremos que o jogador escolha a BigBet não apenas hoje, mas continue elegendo a nossa marca amanhã", disse.
Compliance como parte do crescimento
Ao tratar da regulamentação, o COO rejeitou a ideia de que conformidade e competitividade seriam objetivos conflitantes. "Compliance, jogo responsável e proteção do consumidor precisam fazer parte da operação desde o início. Quando os processos são bem estruturados e apoiados por tecnologia, é possível ter controle e, ao mesmo tempo, agilidade. Responsabilidade não é uma barreira para o crescimento. É parte do crescimento", declarou. Para os próximos 12 a 24 meses, Luqueze citou uma lista ampla de indicadores que pretendia monitorar: custo de aquisição, conversão, depósitos, GGR, retenção, LTV, eficiência de pagamentos, atendimento, risco e compliance. "A pergunta é simples: estamos crescendo e criando valor ao mesmo tempo? É esse equilíbrio que vai definir o sucesso da nossa operação", concluiu.
Cenário alterado pela MP 1.394/2026
Três dias após a publicação da entrevista, o governo federal editou a Medida Provisória nº 1.394, em 25 de setembro de 2026, proibindo a exploração, oferta, intermediação e publicidade de apostas de quota fixa no Brasil. A MP determinou a saída dos sites do ar dez dias após sua publicação, a devolução dos saldos aos usuários pelos bancos e a extinção de todas as autorizações concedidas pela Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda até 25 de outubro de 2026. A BigBet, operada pela Big Brazil Tecnologia e Loteria S.A., havia recebido autorização da SPA para funcionar no mercado regulado, estruturado ao longo de 2025. Com a vigência da medida provisória, os planos detalhados por Luqueze passam a retratar o planejamento da empresa antes da mudança regulatória. A continuidade das atividades do setor depende agora da tramitação da MP no Congresso Nacional, onde precisará ser aprovada dentro do prazo de 60 dias, prorrogáveis por igual período.
Por que isso importa
- O material documenta a estratégia operacional da BigBet para um ambiente regulado que deixou de existir em 25 de setembro de 2026 com a MP nº 1.394, tornando as declarações do executivo um registro do planejamento anterior à proibição das apostas de quota fixa.
- As prioridades descritas — integração entre áreas, experiência do jogador, compliance e jogo responsável — refletem o modelo de negócio que a operadora havia estruturado sob a regulamentação de 2025, agora extintos.
- Para a BigBet e demais operadores, o contexto regulatório mudou radicalmente entre a entrevista (22 de setembro) e a publicação da MP (25 de setembro), afetando a viabilidade dos planos operacionais e comerciais apresentados.
Entenda os termos
- GGR
- Gross Gaming Revenue — faturamento bruto de apostas, calculado como o total apostado menos os prêmios pagos aos vencedores.
- LTV
- Lifetime Value — valor total que um cliente gera para a empresa ao longo de todo seu relacionamento.
- CRM
- Customer Relationship Management — sistema de gestão de relacionamento com clientes para personalizar comunicação e entender comportamento.
- Compliance
- Conformidade com normas e requisitos regulatórios; conjunto de processos para garantir que a operação segue leis e regulamentações aplicáveis.
A apuração deste fato é de ConexãoBet. O texto acima, os dados estruturados e a análise foram escritos com inteligência artificial a partir dessa publicação, sem revisão humana antes de ir ao ar. Como funciona. Para conferir o conteúdo na íntegra, acesse a publicação original.



