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Operadores & Bets

Vice-presidente da CBF defende regulamentação das bets: "são tão vítimas quanto as federações"

Dirigente da Confederação Brasileira de Futebol tomou partido em defesa do mercado regulamentado de apostas esportivas, equiparando os operadores legalizados às entidades do futebol diante dos problemas gerados pelo setor ilegal.

Foto: Jack Sparrow / Pexels

O vice-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) saiu em defesa do mercado regulamentado de apostas esportivas e afirmou que as casas de apostas licenciadas são igualmente prejudicadas pelas distorções do setor. "As bets são tão vítimas quanto as federações", declarou o dirigente, colocando operadores e entidades esportivas no mesmo lado da disputa contra práticas irregulares no segmento.

A declaração reforça uma visão que vem ganhando força entre representantes do esporte organizado: a de que o problema não está nas apostas esportivas em si, mas na atuação de plataformas que operam à margem da regulamentação. Nesse cenário, tanto as federações — que dependem de contratos de patrocínio com as bets para parte relevante de suas receitas — quanto os operadores devidamente licenciados saem perdendo para concorrentes ilegais que não cumprem as mesmas obrigações fiscais, de proteção ao consumidor e de integridade esportiva.

O posicionamento ocorre em um momento de consolidação do marco regulatório das apostas no Brasil. Desde janeiro de 2025, apenas empresas autorizadas pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), órgão vinculado ao Ministério da Fazenda, podem operar legalmente no país. O processo de licenciamento impõe uma série de exigências às operadoras, como comprovação de idoneidade, pagamento de taxa de autorização, adoção de ferramentas de jogo responsável e repasse de percentual da receita bruta para áreas como educação, seguridade social e, justamente, o esporte — incluindo o futebol.

Para a CBF e as federações estaduais, a regularização do mercado é, portanto, uma questão também financeira. Os contratos de patrocínio com casas de apostas se tornaram uma das principais fontes de receita do futebol brasileiro nos últimos anos, e a presença de operadores ilegais fragiliza esse ecossistema ao desviar público e recursos para fora do ambiente regulado. A fala do vice-presidente da CBF sinaliza que a entidade máxima do futebol nacional tende a atuar como aliada do setor licenciado nas discussões sobre fiscalização e combate à ilegalidade.

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Com informações de Google News — Mercado de bets →

Esta notícia foi reescrita pela redação do BetNotícias com base em apuração de terceiros. Acesse a publicação original para conferir o conteúdo na íntegra.

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