Bets licenciadas faturam R$ 7,6 bi em GGR no 1º trimestre de 2026
Dados do SIGAP revelam que 15,2 milhões de CPFs únicos realizaram apostas entre janeiro e março; setor recolheu R$ 914 milhões em tributos ao governo federal.
Imagem ilustrativa gerada por IA
As casas de apostas autorizadas pelo Ministério da Fazenda registraram um Gross Gaming Revenue (GGR) — ou receita bruta de jogo, calculada pela diferença entre o total apostado e os prêmios pagos aos jogadores — de R$ 7,6 bilhões no primeiro trimestre de 2026, segundo informações do portal Metrópoles. Sobre esse montante, as operadoras recolheram R$ 914 milhões em tributos ao governo federal, com base na alíquota de 12% vigente no período. A partir de abril, essa taxa passou a ser de 13%.
O volume de apostadores ativos no trimestre chegou a 15,2 milhões de CPFs únicos, conforme o Sistema de Gestão de Apostas (SIGAP), ferramenta tecnológica do Ministério da Fazenda que monitora a movimentação dos operadores licenciados. Já o número total de contas ativas no país ultrapassou 113,3 milhões — métrica que contabiliza cadastros de um mesmo usuário em múltiplas plataformas, além de perfis sem apostas recentes.
O perfil demográfico dos apostadores mostra predominância masculina: os homens representaram 68,01% dos cadastrados, enquanto as mulheres corresponderam a 31,99%. A faixa etária mais presente foi a de 31 a 40 anos (28,85%), seguida pelos usuários de 25 a 30 anos (22,08%) e pelos de até 24 anos (21,66%). Quanto ao uso de plataformas, 44,36% dos apostadores tinham conta em apenas uma operadora, enquanto 27,78% estavam cadastrados em quatro bets ou mais.
Distribuição dos tributos
Dos R$ 914 milhões arrecadados em tributos sobre o GGR, o esporte foi o principal destino dos recursos, absorvendo R$ 329,1 milhões. Em seguida aparecem turismo (R$ 256 milhões), segurança pública (R$ 124,3 milhões), educação (R$ 91,4 milhões), seguridade social (R$ 91,4 milhões) e saúde (R$ 9,1 milhões). Vale lembrar que a tributação incidente sobre o GGR é específica do setor de apostas e não abrange outros impostos corporativos — como PIS, COFINS e IRPJ — que as operadoras também estão obrigadas a recolher por sua atuação empresarial.
O mercado regulado de apostas esportivas no Brasil está em vigor desde o início de 2025, quando a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda passou a conceder licenças e fiscalizar as operadoras. O SIGAP é o principal instrumento de transparência e controle do setor, permitindo ao governo acompanhar em tempo real os dados de movimentação financeira e base de usuários das bets autorizadas.
Esta notícia foi reescrita pela redação do BetNotícias com base em apuração de terceiros. Acesse a publicação original para conferir o conteúdo na íntegra.



