Ataque hacker derruba sistemas de lotéricas da Caixa em quatro estados
Boletos pagos sem autorização e terminais fora do ar marcaram a tarde desta terça-feira (21/7); prejuízo em uma única unidade chegou a R$ 500 mil e Caixa não se pronunciou até o fechamento dos relatos.
Imagem ilustrativa gerada por IA
Uma ação coordenada de invasão cibernética atingiu simultaneamente centenas de lotéricas credenciadas à Caixa Econômica Federal na tarde desta terça-feira (21/7). Os primeiros alertas começaram a circular por volta das 15h em grupos de comunicação da categoria, quando proprietários de diferentes estados passaram a relatar movimentações financeiras que não reconheciam em seus sistemas. As transações suspeitas seguiam um padrão: valores entre R$ 4.500,00 e R$ 5.000,00, disparados com diferença de minutos e segundos entre uma operação e outra.
A extensão dos danos variou entre as unidades afetadas, mas os números reportados pelos próprios empresários são expressivos. Em uma única lotérica, os boletos processados sem autorização somaram até R$ 500 mil. Outra unidade, localizada em São Paulo, contabilizou mais de R$ 300 mil em transações irregulares desde o início das ocorrências. Os estados com registros confirmados de comprometimento foram São Paulo, Santa Catarina, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
A resposta ao incidente partiu, inicialmente, de dentro da própria rede de parceiros. Uma mensagem interna distribuída entre os empresários confirmava que "o monitoramento automático dos TFLs detectou um volume atípico de transações em várias UL" e informava a existência de "uma sala de crise no momento para identificar o que está acontecendo." O comunicado reconhecia "intermitência geral" e serviço "indisponível nas UL", sem indicar prazo para normalização. Em reação, lotéricas de vários estados passaram a desligar todos os equipamentos — "mesmo os não afetados", segundo relatos nos grupos da categoria. Proprietários paulistas informaram ainda que a Caixa agiu de forma centralizada ao bloquear o recebimento de boletos em toda a rede, medida que impediu novas transações, mas não reverteu as já realizadas. Orientações circularam entre os empresários para acessar o sistema "Conexão Parceiros" e levantar relatórios de fluxo de caixa por terminal, além de registrar boletins de ocorrência policial.
Até o fechamento desta reportagem, a Caixa Econômica Federal não havia divulgado qualquer comunicado oficial reconhecendo o ataque, informando a extensão dos prejuízos ou esclarecendo se e quando os empresários serão ressarcidos pelas transações não autorizadas. Nos grupos de mensagens, o clima entre os proprietários misturava relatos factuais e apreensão: "invadiram meu sistema", "o meu foi em todos os terminais", "está geral, nada funcionando." A ausência de um posicionamento formal do banco é o ponto de maior preocupação para quem aguarda uma resposta sobre a responsabilidade pelas perdas. A escala simultânea das ocorrências em quatro estados indica uma ação organizada contra a infraestrutura bancária das casas lotéricas — e as perguntas sobre ressarcimento seguem, por ora, sem resposta.
Esta notícia foi reescrita pela redação do BetNotícias com base em apuração de terceiros. Acesse a publicação original para conferir o conteúdo na íntegra.



