Nova CEO da BetConstruct AI aposta em IA e simplificação para enfrentar queda de margens
Lena Yasir, nomeada ao cargo em junho, apresenta plano estratégico focado em consolidação tecnológica, uso prático de inteligência artificial e fortalecimento das parcerias com operadoras.
Imagem ilustrativa gerada por IA
Lena Yasir assumiu a cadeira de CEO da BetConstruct AI em junho com um diagnóstico claro sobre o momento do setor: margens pressionadas por tributação crescente, regulamentações mais rígidas e concorrência intensa exigem que provedores de tecnologia B2B deixem de ser simples fornecedores e passem a atuar como parceiros estratégicos de longo prazo. Com quase duas décadas de experiência em empresas como Evolution, Pragmatic Play e Play'n GO, a executiva afirma que o timing da mudança foi deliberado. "O momento pareceu certo", disse Yasir em entrevista ao SBC News durante o iGB Live, em Londres. "Passei muitos anos no setor, principalmente na área comercial e em cargos de liderança, trabalhando diretamente com operadoras e entendendo o que elas precisam de seus parceiros de tecnologia."
Menos complexidade, mais velocidade
Um dos principais problemas identificados por Yasir é a fragmentação tecnológica das operadoras. Segundo ela, muitas empresas operam com sistemas, fornecedores e integrações em excesso, o que reduz a agilidade e eleva os custos. "As operadoras lidam com muitas complexidades no setor. Do ponto de vista de uma operadora, o principal é conseguir lançar produtos mais rapidamente, adaptar-se às regulamentações, administrar custos, concentrar-se na retenção de clientes ou jogadores e proteger a rentabilidade", afirmou. A proposta da BetConstruct AI para esse cenário é a consolidação: reunir plataforma, apostas esportivas, cassino, CRM, gestão de risco, suporte a pagamentos e soluções de IA em um único ecossistema. "Isso dá flexibilidade às operadoras para que elas possam se concentrar no que realmente importa, que é a retenção de clientes e a melhoria da rentabilidade", completou a executiva.
Quatro frentes prioritárias
Yasir organizou sua agenda de gestão em quatro eixos. O primeiro é o fortalecimento comercial e a definição de uma estratégia de mercado mais clara. O segundo envolve melhorar a experiência dos parceiros em comunicação, atendimento e suporte. O terceiro é expandir a presença em mercados regulamentados e de alto potencial de crescimento. O quarto — e, segundo ela, igualmente relevante — é o uso prático de inteligência artificial. "A quarta, mas não menos importante, é utilizar IA e dados de forma prática para ajudar as operadoras a melhorar a retenção, a personalização da experiência dos jogadores, a gestão de risco e a rentabilidade", declarou.
IA com propósito, não como tendência
A inteligência artificial ocupa papel central na visão de Yasir, mas ela faz questão de diferenciar adoção estratégica de modismo. Para a executiva, a tecnologia deve servir a objetivos concretos: entender melhor o comportamento do jogador, recomendar produtos adequados, identificar risco de abandono, melhorar o tempo de resposta do suporte e detectar comportamentos atípicos. O uso interno da IA para ganho de eficiência nos processos da própria BetConstruct também está no radar. "Queremos usá-la de maneira responsável e útil, melhorando tanto o desempenho das operadoras quanto a experiência dos jogadores", afirmou Yasir. A postura reflete um debate mais amplo no iGaming global: à medida que a tecnologia se torna onipresente, a diferenciação passa menos pela adoção em si e mais pela qualidade e pelo critério de sua aplicação.
Esta notícia foi reescrita pela redação do BetNotícias com base em apuração de terceiros. Acesse a publicação original para conferir o conteúdo na íntegra.



