Pesquisa da ANJL: bets têm peso mínimo na rejeição a Lula entre evangélicos
Levantamento feito na Região Metropolitana de São Paulo mostra que apenas 1% dos eleitores evangélicos apontam as apostas online como razão para rejeitar o presidente. Corrupção lidera os motivos, com 34,5%.
Foto: João Pavese / Pexels
Um estudo encomendado pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) indica que as críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao mercado de apostas online têm efeito marginal sobre a percepção dos eleitores evangélicos. Realizada na Região Metropolitana de São Paulo com foco nas eleições de 2026, a pesquisa revelou que somente 1% dos participantes aponta as bets como razão para rejeitar o presidente — número que contrasta com a relevância que o tema vem ganhando no debate político nacional.
Entre os fatores de rejeição a Lula nesse segmento do eleitorado, a corrupção aparece em primeiro lugar, mencionada por 34,5% dos entrevistados. Logo atrás figuram temas como ideologia de gênero, segurança pública, Supremo Tribunal Federal (STF), socialismo e aborto. "O que os dados mostram é que o debate sobre apostas não ocupa o espaço central da agenda dessa parcela do eleitorado", afirmou Bernardo Cavalcanti Freire, consultor jurídico da ANJL e sócio do Betlaw, escritório especializado no setor de betting.
Baixo envolvimento com apostas
O levantamento também mapeou a relação dos evangélicos com as apostas esportivas. Os resultados apontam que menos de 3% dos entrevistados apostam regularmente, e apenas 12% relataram já ter feito alguma aposta. A maioria declarou nunca ter acessado plataformas do setor. Sobre o conhecimento da diferença entre apostas esportivas e jogos de azar, mais da metade afirmou compreender a distinção — mas o estudo identificou inconsistências entre o que foi declarado e as opiniões sobre regulamentação. Entre os favoráveis à extinção das bets, cerca de metade admitiu não saber diferenciar as duas modalidades. Já o grupo que apoia a regulamentação ou a liberação da atividade representa quase 40% dos participantes.
A divulgação ocorre em meio a um acirramento do debate público sobre o tema. Nas últimas semanas, Lula voltou a criticar publicamente as bets, associando a atividade a impactos sociais negativos e defendendo maior controle estatal sobre o mercado. Os dados da pesquisa, no entanto, sugerem que, ao menos entre os evangélicos da Grande São Paulo, pautas como corrupção, segurança pública e valores morais seguem com influência significativamente maior sobre esse eleitorado do que a discussão em torno das apostas online.
Esta notícia foi reescrita pela redação do BetNotícias com base em apuração de terceiros. Acesse a publicação original para conferir o conteúdo na íntegra.